A professora Amanda Gurgel retratou a situação da sua escola no Rio Grande do Norte, que, pelo que eu entendi, também está em greve. O curioso da situação toda é que o retrato que ela faz poderia ser feito em igual proporção e formato na escola onde eu trabalho, em Joinville, Santa Catarina. Sim, aqui no Sul do Brasil, onde os hipócritas dizem que a educação é superior à do nordeste do país.
Tudo o que ela disse reforça o dia-a-dia das nossas salas de aula:
- salário inferior ao piso nacional da educação, que foi estabelecido em lei, mas não é cumprido;
- salas de aulas com número de carteiras inferiores ao número de alunos;
- professores proibidos de se alimentar da merenda escolar (pode parecer mendicância, mas há professores que se locomovem de ônibus de uma escola à outra e não tem tempo para almoçar em casa);
- professores faltantes nas escolas, porque professores ficam doentes, esgotados de tanto trabalhar em turno dobrado
- professor que compra um carro para poder se locomover de uma escola a outra com mais agilidade, mas precisa deixar o carro em casa porque não consegue pagar o financiamento do carro + o combustível...
Sinceramente, minha vontade é de chorar.
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